Voltando ao primeiro Semente, ele é um caos. Uma miscelânea louca de vozes e maneiras, o retrato de uma busca poética em movimento, um vitral alucinado sobre o qual incidiu muito do que eu vivi de mais terrível na minha vida. Se eu tivesse tido a possibilidade de ter calma para criar, pensar melhor as coisas, pesar, provavelmente eu tivesse criado algo bem legal. O Semente I é um apanhado mal-escolhido de um monte de coisa dispersa que eu tinha em meus cadernos. Tudo que está lá é minha verdade, não tem fingimento, disso posso me orgulhar. As referências, o Tarô, Lovecraft, o Beat, o Rock, tá tudo lá, mas de forma muito desorganizada.
Resumo: O Semente Ardente I é uma bagunça, a sua capa é horrível, e o layout é besta.
O Semente II provavelmente também não será o blogue mais organizado do mundo, e nem a minha vida se tornou fácil, mas como eu senti que um ciclo de dança sígnica se encerrou em mim, dando início a outro, achei melhor iniciar outro blogue, embora mantendo o nome. Além do mais eu perdi a senha do Semente I, perdi o celular para o qual o gmail mandava os códigos de restauração, e estou com uma preguiça imensa de prosseguir com essa restauração.
Bom, no mais, me resta deixar aqui na porta o poema de Don Pablo que inspirou o título do blogue.
ps.: Quem quiser ler o Semente Ardente I, ele está aí ao lado, nas "Outras Germinações".
