debruço-me
sobre a página.
os signos dançam,
abelhas elétricas
em torno de uma lâmpada
apagada.
tudo no papel é inverno,
embora o sol já nasça
(atendendo ao cão,
que o chamou
a noite
inteira)
gota a gota
cresce a luz
do dia
entre flashes
vislumbro a face magra
desse poema
Rafael Medeiros
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